Vida
Aproveito esta ilustre ocasião do meu aniversário para avisar que ao momento que escrevo estas linhas, ainda estou viva. E em Munique. O meu estado nesses meses que não escrevi nada pode ser resumido pela foto acima. Porém! Apesar de minhas incertezas financeiras e burocráticas continuarem as mesmas, os meus estudos estão épicamente orgasmáticos. Cósmicos. E nada como uma boa dose de cosmicidade para tirar alguém do marasmo.
Sobre meu aniversário. Tenho que admitir que cada vez mais eu tenho vontade de ignorar essas datas. Natal, Ano Novo, Aniversário. Eu gosto de celebrações e acho importante essas marcas que regulam o ritmo da vida. Mas cada vez que a data em si chega, eu fico deprimida. Porém! O caso hoje é um pouco diferente. Eu cumpro 26 anos. 26. Passando da marca mítica dos 25, eu não faço a mínima idéia como avaliar esse novo espaço de tempo à minha frente. Foram 26 anos importantes e agradeço por cada segundo, bom ou ruim, pois me ajudaram a chegar onde estou agora. Mas também quero que eles desapareçam e nunca mais voltem. É a hora de olhar para a frente. E, estranhamente, eu sei que ainda sou a mesma garota que, desde que me lembro como gente, olha para as estrelas e, apontando para os mais profundos confins do universo, diz:
“Eu quero ir para lá.”


