Frankfurt

Pois é, Frankfurt. Fui lá no dia 8 porque precisava falar com meu consulado, o que não existe em Munique. A história longa e chata é a seguinte.
Logo depois que cheguei aqui eu quis abrir uma conta na Deutsche Bank, e o imbecil que me atendeu disse que não aceitam meu passaporte, e me mostrou um modelo que eles tem do passaporte argentino. E sim, eu vi que era diferente do meu. Então eu marquei um horário no consulado e fui lá gastar muitos euros em trem. Chegando lá eu expliquei minha história e eles ficaram chateadíssimos, já que o meu passaporte é perfeitamente válido. O que me foi mostrado no banco era o passaporte que é emitido na argentina, e que não é igual ao meu, emitido no brasil. Os dois são igualmente válidos em toda a alemanha. Eu e eles ficamos horas discutindo com o banco no telefone, e de novo os imbecis disseram que eu poderia tentar de novo abrir uma conta, “mas eles não prometem nada”.
Pelo menos eu saí do consulado com uma promessa que se o banco me desse problemas novamente, o cônsul iria ligar pessoalmente para o Deutsche Bank para resolver essa história. Como meu trem de volta só sairia de madrugada, eu fiquei vagando pela cidade até encher o saco, e passei o resto do tempo lendo um livro fantasy.
No final das contas, depois dos feriados da páscoa eu fui de novo pro banco, dessa vez na filial que é do lado da Studentenstadt, só esperando acontecer o incidente diplomático. E o que aconteceu? Nada. Minha conta foi aberta na hora, sem problemas.
Moral da história… Cuidado com imbecis. E bancos.






